quarta-feira, 5 de março de 2014

Wonderwall

"Because maybe you are going to be the one that saves me."


Lembra de mim? Lembra de todas as vezes que eu te fiz sorrir? De todos os segredos que compartilhamos? Todas as vezes que você precisou de um ombro amigo pra chorar e eu estava lá pra você? Todo o tempo que passamos juntos? Foi bastante. Me pego pensando de vez em quando em ti. Bate aquela saudade, aquela nostalgia. Começo a sorrir. Mas logo o sorriso some. Ele é substituido por lágrimas. Ainda não decidi se são lágrimas de felicidade ou de decepção. Provavelmente a segunda opção. A hostilidade com a qual me trata hoje, totalmente diferente do carinho que me era dado há um ano parece uma ferida que foi causada por outros, mas que você tem a mania de remexer, de abrir, de "magoar". Ainda não descobri o que fiz pra merecer tanto desprezo. Te cobrei mais do que o que você podia me dar, é isso? Vi coisas onde não existia nada? Desculpe-me se prezo por minhas amizades e necessito de provas de amor a todo instante. Eu sou assim. Dependente, insegura, às vezes até insuportável. Não posso mudar quem eu sou. Se você se aproximou de mim em algum momento das nossas vidas, é porque, pelo menos por alguns instantes você gostava desse meu jeito. Ou não? Talvez tenha sido apenas alguém lá em cima querendo me fazer sofrer mais um pouco. Não me importa mais. Meus pedidos constantes de demonstrações de afeto não serão mais dirigidos a você. Eu finalmente entendi. Não é esse seu desejo? Que eu pare de ser tão "eu", perto de você? Pois bem. Serei quem você quiser que eu seja. Mas essa pessoa diferente que eu provavelmente me tornarei ao seu redor não vai te deixar entrar. Os muros ao redor do verdadeiro eu se erguerão perto de você. E deixaremos de ser amigos para nos tornar apenas conhecidos.

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