quarta-feira, 5 de março de 2014

Intro

"I get to make the future what I want to."

Em toda a minha vida eu busquei algo ou alguém para quem eu pudesse dizer tudo o que penso sem receber olhares tortos ou julgamentos precoces. Nunca imaginei que, depois de alguns poucos anos, eu iria encontrar isso aqui. Provavelmente o último lugar na face da terra onde qualquer um fosse procurar por mim. Estranho, distante. Incomum. Sim, porque ter uma página na internet onde coloco todos os meus pensamentos não é algo que me imaginariam fazendo.
Por um longo tempo eu tinha receio de pensar da maneira que penso, as coisas que penso e o modo como as penso. Ouvia opiniões, mas nada sequer soava parecido. Foi então que eu percebi. Eu sou diferente. Não sou uma garota como as outras milhões que existem por aí. E, se for comparada, é bem capaz de me chamarem de aberração. Provavelmente não diriam em voz alta, mas pensariam. Todos. Sem exceções. Repetiriam sem parar em suas mentes "estranha", "esquisita", "anormal". E é por isso que eu passei a guardar meus pensamentos e opiniões para mim mesma.
Porém, a medida em que o tempo passa, todos aqueles pensamentos e sentimentos reprimidos forão se acumulando na minha mente. E, como um copo d'água, chegou em um ponto no qual eu não conseguia mais conviver com todas essas emoções, todas essas opiniões, sentimentos. Eu tinha que botar pra fora. Só não sabia como. Depois de muito pensar, me lembrei que existia um site onde eu poderia falar tudo o que eu quero sem ter parentes e amigos (ou qualquer pessoa relativamente conhecida) para ler e não teria um limite de 140 caracteres, ou seja, não importa o tamanho da minha opinião, ela não vai ser diminuída para caber num minusculo quadro.
Foi preciso coragem. Não é todo dia que eu simplesmente sento na frente de um computador e começo a escrever. Nunca me dei bem com as palavras. Mas a verdade é que elas são a melhor maneira de liberdade e de desabafo, então em algum momento da vida é necessário aprender a usá-las, dominá-las. Unindo o útil ao agradável, se havia essa necessidade dentro de mim de falar o que eu acho e é preciso saber se entender com as palavras, porque não agora? Porque não tentar, ir aos poucos desenvolvendo habilidades que só me trarão bem?

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